Dia Internacional da Mulher

 

    Ser mulher, dia da mulher, dia internacional da mulher. Todos os anos escrevo um texto sobre este dia e todos os anos me parece estar tudo escrito, todos os anos considero que não tenho mais nada para escrever no próximo ano e, no entanto, todos os anos abro o caderno, pego na caneta e escrevo sobre o que me habita no dia internacional da mulher, sobre esta pluralidade de ser que nos permite ver em pequenos espelhos, por partes, em cada mulher diferente. Não há nenhuma mulher que não tenha um pouco de outra mulher, quer naquelas por quem não se tem ponta de admiração, quer naquelas que nos inspiram. Mas talvez isto seja coisa comum ao ser humano, homem ou mulher, a individualidade de cada um funde-se na pluralidade.

    Seria bom existir um dia único para todos, bastar apenas o dia internacional dos direitos humanos onde todos se reveriam, apoiariam e festejariam. Contudo, parece continuar a ser necessário o dia internacional da mulher porque tudo se repete e é cíclico na história. O dia internacional da mulher, tal como outras datas, tem de continuar a ser lembrado, falado e comemorado, como uma tatuagem que precisa de retoques todos os anos para que permaneça viva e bem visível. As mulheres estão aqui, de outra forma não vejo como seria possível, presentes e fortes, unidas e francas, este é o nosso dia, o dia que marca a nossa posição no mundo, uma posição de presença, de direitos, de deveres, de igualdade.

    Adoro ser mulher, admiro profundamente as mulheres pilares da minha vida, admiro as mulheres que me são próximas por opção, admiro as mulheres guerreiras e sensíveis, inteligentes e humanas. Tenho muito orgulho na história da mulher até hoje e esperança no caminho por percorrer. Feliz Dia Internacional da Mulher a todas as pessoas que respeitam as mulheres.


Ana Gil Campos


(próximo texto no dia 22 de março)

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