sábado, outubro 14

É a vida Alvim

Hoje, dia 14, estarei à conversa com Fernando Alvim, Sofia Ferreira e Manuel da Silva Ramos, no programa É a vida Alvim, no canal Q. O programa dá à meia noite, no canal 16 da Meo, 70 da Nós e 19 da Vodafone. Até logo.


sexta-feira, setembro 22

Amar ou deixar-se amar

É mais fácil dar ou receber amor, isto é, é mais fácil amar ou deixar-se ser amado?
Também se pode colocar esta questão de forma inversa, talvez ajude a chegar a uma resposta. É mais complicado amar ou ser amado? Estas questões só se colocam quando há um desequilíbrio de sentimentos numa relação, quando um ama e o outro nem tanto, o que leva à seguinte questão: é mais difícil amar sem ser amado ou deixar-se amar esforçando-se por amar quem não se ama?
O amor não correspondido magoa, mas não tem consequências na vida do outro, a não ser que esse o permita. Não há responsabilidades. Ao contrário, deixar-se amar por alguém que não se ama, não é algo tão passivo como aparentemente parece à primeira vista, pois assume-se a responsabilidade, refletida ou não, de magoarmos o outro.
Então, do ponto de vista ético, talvez seja mais fácil amarmos do que sermos amados. A liberdade de ação é maior e o indivíduo é responsável apenas por si próprio.
Contudo, uma relação com este tipo de desequilíbrio de sentimentos é uma espécie de visita que insiste em aparecer sem ser convidada. No fundo, nem o hospitaleiro forçado a sê-lo, nem a visita insistente ganham alguma coisa com este convívio constrangido, a não ser o sentimento de obrigação e de imposição, respetivamente, que não têm nada que ver com amor.

Numa relação deste género, ambas as partes comportam uma espécie de egoísmo pouco saudável, pois ambas buscam o conforto de não confrontarem a verdade da relação, a verdade dos sentimentos do outro.  

terça-feira, setembro 12

Descoberta recente

Tenho descoberto uma coisa maravilhosa por ser no sentido inverso daquilo que pensava. São os livros que apresentam pessoas a outros livros, e muitas vezes apresentam também pessoas a outras pessoas. É verdade que alguém apresenta um livro a outra pessoa presenteando-a com ele, ou emprestando-o, ou falando sobre a sua história, mas isto não significa que a outra pessoa leia o livro, que o conheça realmente. Foram essencialmente as pessoas que liam os meus textos, tanto os do meu blogue pessoal como os que escrevi para o Expresso durante cinco anos, que se aventuraram a ler o meu primeiro romance. Digo aventuraram porque o tempo é escasso, os livros são quase infinitos e isto implica fazer escolhas. Posso dizer que tiveram coragem para lerem o primeiro romance de uma autora. Mas voltando ao assunto, foram os textos que escrevia que apresentaram essas pessoas ao romance A Segunda Pele da Acácia Mimosa. Provavelmente foi este romance que apresentou pessoas ao romance Quando Ruiu a Ponte sobre o Tamisa e este ao livro As Impertinências do Cupido. Também pode ter acontecido, e certamente que aconteceu, alguém ter lido o meu segundo ou terceiro livro sem terem lido antes alguma coisa escrita por mim, sendo assim corajosos também, mas não tanto como os primeiros. Porém, também aqui um livro mais recente faz apresentação dos livros anteriores convidando as pessoas à sua leitura. Os livros apresentam-se entre si, comunicam entre eles, tocam-se aqui e ali, seguram a mão dos leitores com mais ou menos delicadeza e leva-os para longe e quase sempre para muito perto de si próprios, apresentando uma pessoa à sua própria pessoa - e isto é ainda mais espantoso - quando esta se vê e se compreende muitas vezes pela primeira vez.

terça-feira, setembro 5

Entrevista RDS

Deixo aqui a conversa descontraída que tive com Carlos Pinto Costa, na RDS Rádio, onde falo sobre o meu percurso pessoal e profissional:

segunda-feira, setembro 4

Último dia de praia

Ontem foi o meu último dia de praia, em princípio, deste ano, apenas porque tudo recomeça agora em Setembro e quero espreguiçar-me na cultura que acontece nas cidades. Sem ter sido planeado, o final de tarde de ontem não poderia ter sido mais perfeito. Encontrei-me mergulhada na perfeição. Naquele momento tive a certeza de que não precisava de mais nada. Tinha tudo de mais valioso comigo, as pessoas que amo estavam ao meu lado, umas em conversas descontraídas, outras a brincarem na areia com as crianças. Foi num minuto enorme que senti esta imensa gratidão e tive a certeza de que a felicidade é isto, gratidão. Estava frio e um intenso nevoeiro começou a tapar a praia ao ponto de apenas conseguirmos ver mais à frente se déssemos alguns passos. Assim é o futuro, um intenso nevoeiro que se vai descobrindo passo a passo, mas até aqui a beleza reside. Depois começou a chover devagarinho e fugimos todos dali. Fomos os últimos a sair da praia, talvez porque cada um de nós estava a sentir o que senti, e com vontade de prolongar um momento assim. 

sexta-feira, junho 2

As Impertinências do Cupido

Nesta sexta-feira deixo a sugestão de leitura do meu novo livro, As Impertinências do Cupido. Podem assistir à apresentação transmitida em direto aqui: https://www.facebook.com/pg/anagilcampos/videos/?ref=page_internal
           
Sinopse do livro:
No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras.
Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à  janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.
Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

O livro As Impertinências do Cupido pode ser adquirido na Wook, na Bertrand.pt ou encomendado ao balcão de qualquer livraria Bertrand do país, e no Espaço Professor (Porto Editora).