segunda-feira, novembro 6

No dia 18 de Novembro, sábado, às 17h, estarei nas Galerias Lumière para apresentar o livro “As impertinências do Cupido”, e isto deixa-me feliz.

sábado, novembro 4

Chuva, tenha a amabilidade de ficar sem acanhamento de se ausentar sempre que lhe apeteça, mas vá aparecendo, é bem-vinda por aqui. 

quinta-feira, novembro 2

Ontem

Quando era criança gostava bastante do dia de ontem. Não é um absurdo? Mas nesse dia encontrava os meus primos, os meus tios, todas as pessoas da família. Nesse dia os mortos juntavam os vivos. Quando era criança via a morte como algo muito distante que só acontecia a pessoas que não conhecia muito bem. As pessoas morriam e iam para o céu. Agora é uma ausência permanente, uma partida muitas vezes sem a amabilidade de uma despedida, uma despedida que durasse mais alguns dias, preferencialmente muitos mais anos. As pessoas morrem e deixam uma saudade profunda sem qualquer tipo de contacto possível. É tão ingrato. Ontem fui ao cemitério e já não via a fotografia dos meus avós há tanto tempo que me tinha esquecido das saudades que lhes sinto. Sorri quando os vi, como se tivesse reencontrado alguém de quem muito gosto e que já não via há demasiado tempo. Desejei que voltassem só mais uma vez, para mais um magusto. Em casa praticamente que não tenho fotografias de ninguém, mas tenho de encher as paredes de fotografias de familiares e amigos contactáveis e incontactáveis, para lhes sorrir, para que me façam sorrir. 

segunda-feira, outubro 30

Há pouco um desconhecido perguntou-me se escrevia livros infantis. Respondi-lhe que não, apenas para adultos. Depois quis saber o porquê da sua questão. Olhou para o meu bebé que me fazia companhia. Achei graça à sua resposta muda, mas fiquei na dúvida se o preconceito recaiu no facto de uma romancista ser mãe, ou se depois de ser mãe os livros escritos terão de ser obrigatoriamente infantis? Pouco importa, mas seguramente que os preconceitos residem em cabeças muito confusas e talvez classificarem tudo por categorias seja uma forma de tornarem a perceção das coisas, mesmo que errada, mais clara. 

sexta-feira, outubro 27

O mundo parece tão estúpido, ainda há pessoas tão reles, que me apetece o isolamento quase total por longos meses. Mas amanhã é outro dia, voltarei que a fazer de conta, ao ponto de realmente acreditar, que todas as pessoas são bem-intencionadas. 

quinta-feira, outubro 26

quarta-feira, outubro 25

O meu pai faz anos hoje. Se pudesse escolher um pai, escolheria o mesmo que me foi dado pela sorte.

sábado, outubro 14

É a vida Alvim

Hoje, dia 14, estarei à conversa com Fernando Alvim, Sofia Ferreira e Manuel da Silva Ramos, no programa É a vida Alvim, no canal Q. O programa dá à meia noite, no canal 16 da Meo, 70 da Nós e 19 da Vodafone. Até logo.


terça-feira, setembro 12

Descoberta recente

Tenho descoberto uma coisa maravilhosa por ser no sentido inverso daquilo que pensava. São os livros que apresentam pessoas a outros livros, e muitas vezes apresentam também pessoas a outras pessoas. É verdade que alguém apresenta um livro a outra pessoa presenteando-a com ele, ou emprestando-o, ou falando sobre a sua história, mas isto não significa que a outra pessoa leia o livro, que o conheça realmente. Foram essencialmente as pessoas que liam os meus textos, tanto os do meu blogue pessoal como os que escrevi para o Expresso durante cinco anos, que se aventuraram a ler o meu primeiro romance. Digo aventuraram porque o tempo é escasso, os livros são quase infinitos e isto implica fazer escolhas. Posso dizer que tiveram coragem para lerem o primeiro romance de uma autora. Mas voltando ao assunto, foram os textos que escrevia que apresentaram essas pessoas ao romance A Segunda Pele da Acácia Mimosa. Provavelmente foi este romance que apresentou pessoas ao romance Quando Ruiu a Ponte sobre o Tamisa e este ao livro As Impertinências do Cupido. Também pode ter acontecido, e certamente que aconteceu, alguém ter lido o meu segundo ou terceiro livro sem terem lido antes alguma coisa escrita por mim, sendo assim corajosos também, mas não tanto como os primeiros. Porém, também aqui um livro mais recente faz apresentação dos livros anteriores convidando as pessoas à sua leitura. Os livros apresentam-se entre si, comunicam entre eles, tocam-se aqui e ali, seguram a mão dos leitores com mais ou menos delicadeza e leva-os para longe e quase sempre para muito perto de si próprios, apresentando uma pessoa à sua própria pessoa - e isto é ainda mais espantoso - quando esta se vê e se compreende muitas vezes pela primeira vez.

terça-feira, setembro 5

Entrevista RDS

Deixo aqui a conversa descontraída que tive com Carlos Pinto Costa, na RDS Rádio, onde falo sobre o meu percurso pessoal e profissional:

segunda-feira, setembro 4

Último dia de praia

Ontem foi o meu último dia de praia, em princípio, deste ano, apenas porque tudo recomeça agora em Setembro e quero espreguiçar-me na cultura que acontece nas cidades. Sem ter sido planeado, o final de tarde de ontem não poderia ter sido mais perfeito. Encontrei-me mergulhada na perfeição. Naquele momento tive a certeza de que não precisava de mais nada. Tinha tudo de mais valioso comigo, as pessoas que amo estavam ao meu lado, umas em conversas descontraídas, outras a brincarem na areia com as crianças. Foi num minuto enorme que senti esta imensa gratidão e tive a certeza de que a felicidade é isto, gratidão. Estava frio e um intenso nevoeiro começou a tapar a praia ao ponto de apenas conseguirmos ver mais à frente se déssemos alguns passos. Assim é o futuro, um intenso nevoeiro que se vai descobrindo passo a passo, mas até aqui a beleza reside. Depois começou a chover devagarinho e fugimos todos dali. Fomos os últimos a sair da praia, talvez porque cada um de nós estava a sentir o que senti, e com vontade de prolongar um momento assim. 

sexta-feira, junho 2

As Impertinências do Cupido

Nesta sexta-feira deixo a sugestão de leitura do meu novo livro, As Impertinências do Cupido. Podem assistir à apresentação transmitida em direto aqui: https://www.facebook.com/pg/anagilcampos/videos/?ref=page_internal
           
Sinopse do livro:
No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras.
Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à  janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.
Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

O livro As Impertinências do Cupido pode ser adquirido na Wook, na Bertrand.pt ou encomendado ao balcão de qualquer livraria Bertrand do país, e no Espaço Professor (Porto Editora).