sexta-feira, julho 14

Finalmente ganhei coragem

Finalmente ganhei coragem para arrumar e organizar a minha roupa. Finalmente que já não preciso de usar a minha roupa de grávida no pós-parto. Neste momento, estou naquela altura em que a minha roupa normal já me serve, mas ainda não me fica bem. Mas já me serve, o que é bom, fez-me ganhar esperança de que talvez tudo volte a ser como antes.
A verdade é que nunca gostei de arrumar a minha roupa. Por mim existiam apenas a Primavera e o Outono, eliminando a necessidade de fazer a transição entre a roupa de Inverno e a de Verão que faz com que fique com as caixas de roupa pousadas no chão pelo menos um mês, sem exagero, até arranjar coragem para arrumar tudo.
Nunca fui daquelas mulheres que se perdem numa loja de roupa ou numa sapataria. Compro por necessidade e como sou esquisita é difícil comprar o que quer que seja. Nas livrarias é diferente, sinto aquele palpitar com vontade de engolir todas as palavras. Este foi um problema na altura de fazer as malas de regresso a Portugal do Brasil. Ainda comprei três livros quase nos últimos dias de regresso à revelia dos conselhos do João devido ao peso limite das malas. Aliás, fui parada na alfândega quando cheguei ao Porto e quando viram uma mala de vinte quilos apenas com livros, mais dez na mala que levava comigo, assustaram-se. Depois expliquei tudo e perceberam que não era uma contrabandista de livros, apenas tinha descoberto e me apaixonado por uma romancista e alguns poetas brasileiros. Não cheguei a comprar dois livros, devido a esta preocupação com o peso limite das malas, que ainda não me saíram da cabeça e que já tentei encontrar em Portugal mas sem sucesso. Penso sempre que quando lá voltar os tentarei encontrar novamente. 

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