sexta-feira, maio 12

Facto curioso

Já só faltam três semanas para o lançamento do meu terceiro livro. Já recebi mensagens públicas e privadas de leitores a manifestarem a sua curiosidade pelo novo livro. Cada mensagem destas é lida por mim com grande admiração e um agradecimento profundo. Estes leitores não têm a obrigação de se manifestarem desta forma apesar de gostarem do que escrevo, e, no entanto, fazem-no. Vejo isto como uma grande bondade para comigo. Escrevo aquilo que quero e como quero, mas faço-o para os outros, senão não publicaria o que escrevo. Por vezes, sinto-me mais acarinhada e respeitada por estes estranhos – que na verdade deixam de o ser a partir do momento em que me escrevem ou falam comigo – do que por algumas (poucas, felizmente) pessoas que me são próximas. Os meus livros têm muito da minha visão sobre a vida e é neles que me encontro verdadeiramente. Na minha vida fora de linhas, nem sempre verbalizo o que penso ou o que sinto por dois motivos: ou porque vejo desinteresse alheio pelo que sinto ou pelo que penso como se falasse sozinha ficando as frases penduradas no ar, ou porque quando partilho isto não encontro uma compreensão profunda por quem me ouve o que me causa frustração. Por isso, encontro em quem me lê pessoas com os mesmos interesses que eu, talvez mais semelhantes e próximas de mim do que algumas que me são geograficamente próximas. Não vejo isto com tristeza, mas como um facto curioso. A vida é extremamente curiosa. 

2 comentários:

  1. Ana, obrigado pelas suas palavras acerca do meu Motor do Caos e da Destruiçao, desejo muito sucesso para o seu novo livro!

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  2. Olá, António! De nada. Gostei bastante do Motor do Caos e da Destruição. Parabéns! Obrigada pelos votos de sucesso para o meu novo livro.

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